quinta-feira, 25 de março de 2010

Navegar



Perdi o barqueiro navegando entre as estrelas duma paixão. O rumo na noite escura é iluminado somente pelo fogo do meu coração que me indica como nortear minhas velas, qual estrela polar sempre presente.
Seu pulsar palpitante é motor do meu barco sempre que o vento teima em não soprar. Porque recuso-me a ficar parada nas águas escuras, navegarei sempre até ao nascer do dia mesmo que  não saiba onde estou, quem sou, ou como aqui vim parar. Nada disso me importa, importa-me navegar, ver o teu rosto espelhado nas aguas calmas como se fosses um sonho e aguardar o meu porto, onde deixarei tua imagem ancorada até que te encontre enfim ou te perca para sempre como se fosses uma estrela que teima em não brilhar para mim.



a 5 /03 /2010 em devaneiosdeloucura.blogspot.com

6 comentários:

  1. Gostei do navegar...do ancorar...e da estrela...poético...
    beijo
    Leca

    ResponderExcluir
  2. Triste e amoroso... quase um suspiro... muito bonito.

    ResponderExcluir
  3. =) obrigado. É a minha Alma navegante quando está à flor das ondas.

    ResponderExcluir