sexta-feira, 21 de maio de 2010

ACEITANDO A PROPOSTA

Preciso de dor, mas não daquela causada por mim mesma. Preciso ser ferida, para aprender a me conhecer. Para poder qualificar, e, quantificar, o que sinto. Não quero o amor que de mim tudo aceita. Não quero ser tolerada. Quero coisas que me desafiem e me provoquem. Que testem meus limites. Que busquem dentro de mim o que eu tenho medo de ser. Preciso que a própria vida dê uma bofetada nessa minha face imaculada, acostumada a receber somente afagos.

5 comentários:

  1. Renata, gostei muitíssimo do seu texto!
    O narrador de primeira pessoa pedindo pela bofetada que julga precisar. Rico, complexo. Sabemos do que ele precisa e, por meio dessa confissão, imaginamos o que ele terá feito ou deixado de fazer.
    Com apenas um parágrafo, uma personagem de verdade surgiu, pronta para dar continuidade a uma história. Adorei!

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  2. Hum...melhor o amor do que a dor...O amor desperta, acorda, propõe desafios...mas, se precisa vir com a face da dor, que então venha...pra ela! rs Eu não quero dooooooorrr....rsrsr
    Beijos,

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  3. Texto forte. Atualmente meu contexto pede só afagos, comunicação, compreensão, abraços, leveza ao conduzir minha vida... Se não há diálogo, prefiro ignorar porque hoje não aceito mais bofetadas.
    Com amor e carinho,
    Sílvia

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  4. Não, não queira a bofetada. Há outras maneiras de transcender.

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