segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ò de casa!!!!!

Vou entrando assim, de ousado mesmo, com minha bagagem antiga.
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Não espalha nenhum centro sua paisagem interior
só um peixe lambe essa onda dentro o mar.
Tudo sai de si
não há espera que preste-se a ser definitiva.
(se dois parêntesis trocassem o símbolo,
poria quatro para voltar ao mesmo).
Quanto há de ofegante neste sitio?
abismal e sereno vou pra lá
como a agua mesma.
o estranho multiplica-se,
o claro alonga-se,
e um derrame de ausências
socava aos poucos
nos infinitos
pés
do
mangue.

2 comentários:

  1. Gregório, quanto talento, quanto impacto. A frase " não há espera que preste-se a ser definitiva" é incrível!!

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