segunda-feira, 7 de junho de 2010

Louis Faurer

A tarde não parecia amena. Vertigem, calor, pessoas, palavras. Como se o mundo fosse acabar, ela lhe contou sua vida. Ele escutou com os olhos.
O trem é bala, mas dá tempo de reparar na paisagem. Na despedida, ela jogou um beijo e ele agarrou com as mãos. Porque o diabo atenta na ponta dos dedos, onde há mais sensibilidade.

Martha Galrão

Um comentário:

  1. Se eu já perdi o bonde, imagina o trem bala?!
    Excelente texto.

    ResponderExcluir