segunda-feira, 23 de abril de 2012

Carícia




"Demore-se no carinho,
de modo que no rosto do outro
vá a mão como se não fora
voltar. Repita,

demorando-se mais,
de modo que a mão descanse
naquele rosto, como se,
e se esqueça de que.

Repita, demore-se no carinho
como se a mão desse adeus,
agarrada ao rosto que se vai.
Outra vez: repita,

demorando-se mais
e mais, como se a mão bebesse
daquele rosto para, saciada, dormir
ali mesmo, ao pé da fonte."

EUCANAÂ FERRAZ

6 comentários:

  1. Nada como o carinho,maravilha bjs
    GAGAU

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  2. Com muita harmonia se expressa.
    E eu gostei de a encontrar.

    Escrevo poesia (meu cartão de visita)

    Maria Luísa

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