quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Poema sobre a recusa

Balé Pina Bausch
Como é possível perder-te

sem nunca te ter achado

nem na polpa dos meus dedos

se ter formado o afago

nem termos sido a cidade

nem termos rasgado as pedras

sem descobrirmos a cor

nem o interior da erva.


Como é possível perder-te

sem nunca de ter achado

minha raiva de ternura

meu ódio de conhecer-te

minha alegria profunda.

Maria Teresa Horta, Lisboa (1937- )

15 comentários:

  1. MUITO BOM!

    Perguntas que nos rondam!

    Beijos

    Mirze

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  2. Olá, ...
    "Quantas contradições há em nossa vida!
    ... se pudéssemos decifrar os enigmas* que nos rondam!
    bjusss
    Mery*

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  3. É mesmo, Mirze, permanentemente!
    Ah se pudéssemos, Mery, mas são as contradições
    que nos enriquecem e nos tornam humanos, não é
    mesmo?

    beijos pra vocês

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  4. saudades, muitas saudades de você minha chará querida!!


    beijos com meu carinho!!

    Bia

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  5. Bem-vinda!, Bia.

    Obrigada pela visita, espero que voltes!

    beijos

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  6. Olá Mara,

    Tal como se pode questionar,
    ser possível ter saudade do que se sonha e ainda não se viveu.

    Beijo e kandandos

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  7. Tens razão, Guma, tudo é possível! Só não sabia ainda que meu nome é "Mara" (!?)

    kandandos

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  8. eleonora marino duarte17 de novembro de 2011 13:32

    ai... que bando de andarilhas perguntas irá me perseguir os passos agora que li aqui...

    podias ter me poupado de lembrá-las escrevendo um verso qualquer. mas justo quando venho me jogas um verso maravilhoso pela cara e ainda me faz lavar as palavras...

    que maldade a tua.

    um beijo!

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  9. Tal como nós, as palavras precisam ser lavadas
    para evitar certas impurezas, Eleonora :)
    Essa uma "maldade" das boas!

    beijo

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  10. Lindamente emocionante, Le :)

    beijos

    P>S.: tõ com saudades de tu!

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  11. Pois não é, Dario ? Precisamos tanto desse bendito ódio!!!

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  12. Cris, sumida! Bom te ver por aqui!!!

    beijo

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