quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Involução da Educação.

Após ter enviado um artigo que li e está comigo já por algum tempo, enviei para alguns amigos. Um deles, médico veterinário me respondeu com o comentário abaixo. Estou postando no Mínimo Ajuste, pois ao reler o Artigo, percebo que é atual, preocupante, interessante. Comentário de Dr. Miguel Namur:
"Quero parabenizá-la pelo email. Antigamente quando os Pais repreendiam os filhos eram elogiados; hoje segundo os "especialistas" podem causar traumas irreversíveis. Meu Deus onde vamos parar. Não estou falando de violência, mas impor limites. As crianças ou jovens precisam da ajuda de seus Pais."
Artigo: A Involução da Educação.
Por: José Mauro S. Lima -Viçosa - MG
Antigamente se ensinava e cobrava: tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e Comerciais, e se se cantava o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciarem as aulas.
Leiam relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa R$. 0,80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava dar-lhe a mesma explicação que lhe dei e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução/involução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:  Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:  Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:  Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:  Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
()R$ 20,00 ()R$ 40,00 ()R$ 60,00 ()R$ 80,00 ()R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:  Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.  Está certo?
() SIM () NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:  Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
()R$ 20,00 ()R$ 40,00 ()R$ 60,00 ()R$ 80,00 ()R$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:  Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
OBS: (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social, não precisa responder.)
()R$ 20,00 ()R$ 40,00 ()R$ 60,00 ()R$ 80,00 ()R$ 100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.
A pergunta seguinte vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo anda 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
PARA MEDITAR:
 "Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive... "
Precisamos começar JÁ! Se a Educação não tiver uma mudança radical... As nossas crianças...
Artigo interessante concordam?
Com interesse genuíno,
Sílvia

Definições definitivas...


Nunca caí de amores... só escorreguei!

As Cores


Enquanto a gente é criança
Tem no seio um doce ninho
Onde vive um passarinho
Formoso como a Esperança.

E ele canta noite e dia
Porque se chama: Alegria.

Depois... vai-se a Primavera...
É o tempo em que a gente cresce...
O riso se muda em prece,
A alma não canta: espera!

E ao ninho do Coração
Desce outra ave: a Ilusão.

Mas esta, como a Alegria,
Nos foge... E fica deserto
O coração, na agonia
Do inverno que já vem perto.

Nas ruínas da Mocidade
É quando pousa a saudade...


Auta de Souza

Azul-turquesa



No abismo azul-turquesa do papel, depositei meu voo – e você veio!


Mãos emplumadas ruflando agora um verso que é seu,


de um poema ainda sem forma e sem cor...


Você veio com o desvelo incomum dos que resgatam os mortos e lhes sopram a vida...


Veio da ferida que não cicatrizou nunca.


Da côncava dor.


Dos gritos embolorados– você veio alado, como chegam as aves e os anjos.


Guardião dos sonhos, veio empunhando o cetro.


Sem caminhos retos, que o tempo ziguezagueia,


e ascendendo sinuosamente às montanhas dos meus devaneios.


Soube que viera pelo brilho de asas na escuridão,


pelo embrião da agonia que se instalara em mim,


pelas palavras como “vento”, “frêmito” e “silêncio” que me acudiam à mente.


Você veio, e eu profundamente mirei o vazio do papel


na ânsia de fecundá-lo....
(TC)

PARA REFLETIR

Folha de S. Paulo, 24/08 página 2

PS: no seu Estado, o Tiririca pode ter outro nome... mas ele estará lá, espreitando a Urna e esperando a oportunidade para lhe enganar. Cuide do que é seu: atente para o seu voto.
PS2: é só clicar na imagem que ela amplia e você lê bem.

E nas noites a terra pesada cai de todas as estrelas para a solidão. Todos caímos. Esta não cai, olha os outros:
está em todos.
E no entanto, há alguém que detém suavemente este cair em suas mãos.



Rainer Maria Rilke

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Carlos Nejar,Soneto aos Sapatos Quietos















Os pés dos sapatos juntos.
Hei-de calçá-los, soltos
e imensos, e talvez rotos,
como dois velhos marujos.

Nunca terão o desgosto
que tive. Jamais o sujo
desconsolo: estando postos,
como eu, em chãos defuntos.

Em vãos de flor, sem o riacho
de um pé a outro, entre guizos.
Não há demência ou fome.

Sapatos nos pés não comem.
Só dormem. Porém, descalço
pela alma, o paraíso.

RELAÇÕES

Na manhã,
Ela abriu a janela
De sua parte.
Ele abriu a janela
Em contrário;
E falaram sobre
O que estava detrás
(reciprocamente velado)
Das próprias janelas.


Como o pássaro
Preso
Concebe a topografia
Da própria cela?
Como o fruto
Não colhido
Descreve na pele
O sumo doce
De sua carnadura?

À noite,
Ela abriu a boca
De sua parte.
Ele abriu a boca
Em contrário,
E tocaram fundo
O que estava detrás
(reciprocamente ansiado)
Das próprias bocas.


Como o pássaro
Solto
Destrói a concepção
Da antiga cela?
Como o fruto 
Já colhido
Doa com doçura
A liberdade
Da árvore distante?


Outros poemas Aqui

Escreva Aqui...O Que Essa Foto Te Fez Pensar Ou Sentir...

Cativeiro

        Não espere. Vá logo. Daqui a pouco continuará como agora. Não haverá retorno. Não há fila para furar, nem central de reclamações à espera. Os minutos seguem, não querem saber dessa água em seus olhos e dessa água em suas veias. As suas veias não são mais estradas, nem caminhos. As suas veias não estão abertas ou fechadas. Estão encerradas junto com o seu sorriso. Você perdeu o sorriso, e o silêncio penetrou a sua voz, a voz melodiosa de ritmos e de vontades a brincar com crianças como quem brinca com anjos e sementes.

Continua em Contos Marginais.

Poetas Malditos...


Malditos poetas, que disseram tudo
e tudo tão bem dito!
Malditos poetas, que me deixam mudo,
sem um ai, uma súplica ou um grito!
Raios os partam, cada qual maldito!
Malditos, que roçaram no seu voo,
com asas de veludo
o infinito!
Malditos poetas: Eu os abençoo…


Adolfo Simões Muller (poeta português)

DIÁLOGO

- Eu te amo.
- Você sabe o que isso significa?
- Sim. Que eu te amo. Você é a minha vida.
- Cuidado. Não invista tudo em uma só pessoa.
- Agora é tarde. Não sei como não fazer isso.
- As coisas mudam.
- Para melhor. Só depende de nós dois.
- E você acha fácil?
- Podemos tentar. Eu quero ser feliz contigo.
- É. Acho que eu também quero.
- Eu quero acordar contigo todos os dias.
- Ai.
- O que foi?
- Falando assim, até parece bom.
- Não é bom. É perfeito. Qual o problema, então?
- Te amo tanto que chega a doer. E tenho medo da dor.

Metragem


                  Manda calar-me e empurra-me de dentro para fora. Reclama o espaço onipresente de sua figura. Finge-se calmo enquanto desorganiza a sequência do que me é possível. Manda-me desvendar o horizonte e esticar a fita. Em pedaços, mede-me as ondas e o céu. Quer saber onde começa o azul sem importar-se com o lugar em que ele termina.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Escreva Aqui...O Que Essa Foto Te Fez Pensar Ou Sentir...

Essas Fotos (Coloridas) Têm 100 Anos



Essas imagens do sul e centro da Rússia foram tiradas entre 1909 e 1912 (na época do Tsar Nicholas II, antes da revolução de 1917) pelo fotógrafo Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii (1863-1944).


Ele utilizou uma câmera especial que capturava imagens em branco e preto e com filtros vermelho, verde e azul e depois, num projetor, fazia a recombinação de cores para transformar em cores reais. Esse trabalho é impressionante pois todas essas fotos têm 100 anos, sobretudo pela qualidade das imagens e das cores.
Copiado do excelente Boston Globe Big Pictures.

P.S. Agradeço os comentários carinhosos sobre a passagem do meu aniversário em 17 de agosto. Gracias, people!