sábado, 5 de maio de 2012

Um não sei o quê !



Não. Não é poesia, sequer um poema. Apenas um escancarar desabrido de palavras: teimam acintosamente em atropelar verbos, frases, períodos inteiros do pensar!

Um não sei o quê exposto na rua do medo, do desassossego...
Um não sei o quê largado no asfalto frio, nas águas do desamparo, na correnteza do existir... Tampouco são versos: cuspo palavras pelos dedos, pela boca fechada. Palavras trêmulas, titubeantes buscam um fio de prumo. Quem sabe amanhã encontro o corpo do sonhar no meio da Avenida!

12 comentários:

  1. .


    No deserto da minha vida
    o sol forte ardia na minha
    pele, mas sem você eu juro
    que sentia frio.

    Palhaço Poeta

    Estou seguindo o seu blog
    e deixando um beijo.



    .

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    1. Silvioafonso, obrigada pela visita e por nos seguir!

      um beijo pra ti

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  2. Já usei duas vezes esta foto do Pedro Polónio, http://club-silencio.blogspot.pt/
    mas este teu texto assenta-lhe perfeitamente!

    Beijo!

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    1. Laura, bem que tentei colocar o crédito, mas o blogger está uma coisa de complicado!

      beijos

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  3. Sonhei por entre os dedos tremulantes de palavras

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    1. sonhos "tremulantes" são ótimos, Jenny!

      obrigada pela visita!

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    1. Lê, eu ando tão danada ultimamente :)

      beijosss

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    1. Zecarlos, obrigada, estou contente pq vc gostou!

      um abraço

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  6. Cuspindo palavras pelos dedos, de boca fechada...Ci, ah, nada, adoro te ler! rs

    Beijos,

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  7. É que chega um momento, Tânia, em que elas querem sair de qualquer jeito :)

    beijosss

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