quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Solidão
Solidão
Da pedra cresceu um templo.
Da pena nasceu um poema.
A pedra desgastada pelo tempo,
A pena arrastada pelo vento,
A pedra prende a pena,
A pena espana a pedra,
A pedra pisa a pena,
A pena alisa a pedra,
A pedra virou escultura,
A pena apenas uma pena.
Que pena!
Alexandre Pedro
***Este poema tem seus DIREITOS AUTORAIS registrados na Biblioteca Nacional. Reprodução somente possível com pré autorização do autor, Alexandre N. Pedro.
http://www.bn.br/portal/index.jsp?plugin=FbnBuscaEDA&radio=CpfCnpj&codPer=15918944842
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Muito legal esse poema. Entre a pedra e a pena, ficamos com o peso, a força e a dureza da pedra e a simplicidade e leveza da pena. Nessa contradição, estamos fazendo a nossa vida.
ResponderExcluirOlá, Nagaiver!
ResponderExcluirGenial o seu "desnudar-se"! Mostrar-se como realmente é, e até que ponto o é, posto que um poeta nada mais é que o instrumento das palavras que o domina, persuade e o condensa.
Vim agradecer sua visita, e comentário deixado no Mínimo Ajuste sobre um poema meu, "Solidão" (A pedra e a Pena).
Muito obrigado, adorei seu comentário. Aliás, foi o único a expressar...
Vou deixar o link do meu Blog, espero que não se incomode. Gostaria de convidá-lo a conhecer meu Cárcere Do Ser, acho que temos muito a trocar.
Abraço,
Valeuuu!
http://carceredoser.blogspot.com/