sábado, 25 de agosto de 2012

As falas do silêncio





O rosto inspira silêncio
na paz na guerra
um silêncio brilhante
intenso.

Não é um silêncio de mortos
antes dos vivos
tranquilo
como se fossem velhas casas
silêncio de céu nublado
estrelas ressurgidas
silêncio branco dos descampados.

O rosto inspira
tantas vezes
silêncios rubros de horas de amor
cálidos
ternos
silêncios bons.

O rosto amigo
que às vezes entristece
e tantas vezes encontro
reúne silêncios
de repousar
viver
entendimento puro
de quem há muito
já não precisa das palavras.


6 comentários:

  1. Silêncios rubros, gaguejantes, agudos...Quantos silêncios, heim, Dade?
    Beijos,

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    1. É mesmo, Tâna, eles são muitos e podem querer dizer muitas coisas...

      Beijo grande.

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  2. Verdade,no entendimento puro não precisa de palavras,Dade..lindo

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    1. Não é mesmo?
      O silêncio pode ser muti eloquente.

      Beijo.

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  3. Quantos silêncios contém um rosto, mesmo quando fala? Às vezes, quando calamos dizemos tanta coisa, não é, Dade?
    Belo o teu poema!

    beijoss

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    1. Fico contente que tenha gostado, menina.
      Beijo beijo.

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