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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ao rés
















O quão rés ao chão estou
Se minha cabeça flutua no alto
Carregando pensamentos e ideias?

          Alguns eclipsados,
          Outros a fulgurar como estrelas.

O quão alto voo eu-mente,
Enquanto corpo grudado à terra,
Enquanto vida grudada ao corpo?

          Eclipse da liberdade,
          Grade pintada de transparente.


Poesia e fotografia de Ivan Bueno.
Leia mais no blog Empirismo Vernacular.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

À deriva

Barco à deriva
Deriva-se de que?
Vida de barco
Perdido em oceano
Não é azul?

O céu é tormenta
Tudo atormenta
Ondas violentas ocasionais
Marolas raras
Há, mesmo, tormenta?

Barco à deriva
Muita água, muita sede
Muitos peixes, muita fome
Horizontes amplos
Destino sem rumo

Barco à deriva
Há tormenta no céu
Acima encabeça
Pensamentos
Âncora... Terá fundo?

          Ivan Bueno
          blog: Empirismo Vernacular
          http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quanto

Quanto de mim há em cada pedaço do que sou
E quanto de mim há em cada pedaço do que nego ser?
Quanto de mim sobrevive ao idealismo
E quanto de mim morre diante do desmascaramento?
Quanto de mim resta, ao final de tudo?
Quanto,
quem,
como,
onde,
por que
e até quando?

Obs.:
Poema publicado também no blog Empirismo Vernacular em 23/02/2010 (http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com/).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Busca














Há quantos céus?
Tantos a se santificar em véus!
Já nem sei quem sobe ou desce,
Já nem sei qual a melhor veste.

Visto-me de mim,
Daquilo que me conheço,
Daquilo que desconheço em mim,
Em meio ao emaranhado-eu.

Tento solos, tento saltos;
Salto solidão, tento parcerias
Tento paixão e quero amor
Tento não guardar rancor.

Há quantos eus em mim?
Tantos quantos há de céus?
Pra qual irei? Quem serei?
Sigo por aí em busca de mim...

Obs:
Leia aqui e em meu blog Empirismo Vernacular -
http://www.eng-ivanbueno.blogspot.com