segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Da série Frases Fora de Série

“O grande homem é aquele que, no meio da multidão, mantém com perfeita doçura a independência da solidão”.
Ralph Waldo Emerson
domingo, 27 de fevereiro de 2011
SELVAGERIA
Amigos, eu escapei deste acidente abaixo no Youtube porque no dia do movimento não pude ir.
É difícil acreditar que alguém possa fazer uma coisa dessas.
É difícil acreditar que alguém possa fazer uma coisa dessas.
Mania de deus
Bebe o café quente sentada no sofá com os pés sobre a mesa de centro, os mesmos pés que tropeçaram na escada e desentortaram a sua visão de mundo até então descalça e macia como os pés de um bebê, ela que via em um par de sapatilhas o acetinado falso de um rosa perfeito em outras meninas mais suaves mas menos decididas, talvez de modos mais impecáveis e cabelos mais alinhados que os seus, que sobre a sua cabeça passeava sempre um vento quando não um ventania, ventania explícita de seus tantos eus, mosaicos de seu inteiro um, um inteiro sem fé nos assuntos de fé, plenamente, convicto da presença maciça de suas artimanhas, convicto do horror camuflado de rezas, da preguiça e dos egocentrismos camuflados de rezas, orações em nome de um e outro santo, de santas mães e santas mulheres, uma santa ceia de santas, muitas, inúmeras, incontáveis santas feridas, iludidas e perdidas em nome de alguém incompetente e com eterna mania de deus.
Salvo-me de mim mesmo
Salvo-me de mim mesmo
Perco-me dentro de mim,
Como em rios,
meu sangue me leva por veias
que me despejam pela boca.
Não, não sou levado ao coração,
Posto que este, o sou.
Punido pelos meus desejos pecaminosos,
Me encolho num ato de arrependimento
e culpa.
A Deus, clamo.
E a cruz é meu castigo, e minha punição.
Mas não a quero, não sou capaz de encará-la.
Fúria,Angústia e Vergonha,
me absorvem e me batem na face,
A outra?
Jamais, posto que não a tenho.
Pois perdi na ilusão de Te encontrar,
Me perdi e junto comigo, minha face.
Represento a escória para teus filhos
que me chamam de irmão,
mas um vizinho padece ao chão,
-Bastardo!
A irmã do mal me acolhe,
-Aceito,
Gritos, Gargalhadas, Loucura,
Tão bela e contraditória!
Em posição fetal adormeço e
sonho que tudo é Realidade.
Salvo-me de mim mesmo,
dos meus desejos,
dos meus medos,
das minhas descrenças,
das minhas loucuras,
da minha singular-mente.
Alexandre Pedro
03,Out-2010.
Fotografia: Alexandre Pedro
***Este poema tem seus DIREITOS AUTORAIS registrados na Biblioteca Nacional. Reprodução somente possível com pré autorização do autor, Alexandre N. Pedro.
http://www.bn.br/portal/index.jsp?plugin=FbnBuscaEDA&radio=CpfCnpj&codPer=15918944842
Diálogo de elevador
Entram dois casais jovens. A moça que está à minha esquerda se dirige à amiga: você quer que eu conte? Tem certeza? Você vai chorar...
- O que foi? Conta.
- Sabe o que foi? Rebeca matou Bruce (os olhos começam a marejar)...
Nessa altura meu interesse pela história aumenta muito e eu nem olho para minha filha ao meu lado.
- Mas como isso aconteceu?
- Rebeca estava com os filhotes, ela é grande, uma labrador e Bruce chegou perto para brincar com eles. Bruce, bem pequeno, ao tentar morder de brincadeira os filhotes, foi mordido de verdade por ela na cabeça e morreu...
O namorado reclama, solidário: não vai começar a chorar não, né?
A moça dos olhos marejados responde: não, não vou chorar...
A amiga aí solta essa pérola, dirigindo-se ao próprio namorado: eu já disse a eles que não podem ter bichos em casa, todos morrem... E começa a desfiar as história dos bichos da amiga que tiveram finais trágicos.
A porta do elevador se abre, os quatro saem e só então eu e minha filha nos olhamos e caímos na risada. Ela fala: fiquei com medo quando ela disse que Rebeca tinha matado Bruce, pensei que fosse gente, eu já tava querendo sair correndo do elevador, ai meu Deus!
E haja risadas e comentários sobre a história do pobre Bruce... que Deus o tenha!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Definições definitivas...
No Oriente a mulher não pode ver o homem antes do casamento. No Ocidente só depois...
Porque hoje não é dia de prosa
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Definições definitivas...
Definitivamente, o governo português quer acabar até com a nossa luz no fim do túnel.
Da arte das nuvens II
Lá onde se guarda a chuva que nunca cai, recolhem-se as saudades hidratadas com o sorriso das nuvens, fronteira e regresso da ternura transparente das viagens não adormecidas em branco dentro das minhas palavras.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Definições definitivas...
Nunca resisto a tentações, porque eu descobri que
coisas que são ruins para mim não me tentam.
Assinar:
Postagens (Atom)



