sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

UM ANO!!

Pois eu fico aqui e cada qual no seu canto, mas parecemos todos peças do mesmo recanto... E tudo isso devemos a esta impecável e incansável Bípede, que pouco mais de um ano atrás nos juntou e, depois, continuou garimpando pessoas, idéias, colaboradores. Um trabalho fantástico. Afinal, aqui no Mínimo Ajuste já pude discutir, semear, colher e aprender com muita qualidade, sobretudo isso, muita qualidade. É claro que algumas coisas não me agradam, outras menos ainda, mas o fato principal é que este é um espaço democrático por excelência. E isso é bom, muito bom. Aproveitei e colei ai uma imagem de um Deus Maia, que tem a ver com o Tempo e a passagem dele. Afinal, essa passagem do tempo é um fardo para todos e os Mais pareciam saber disso melhor do que nós. Mas, eu espero que a passagem do tempo, aqui, neste Blog, seja apenas um pacote cada vez maior, mais colorido e cheio de coisas belas e gostosas. Pacote do qual todos nós possamos nos aproveitar. Meu sonho, meu maior desejo, é que possamos agregar representantes de todas as nações lusófonas do planeta e, aí sim, sermos uma grande confraria de cuja produção possamos todos nos orgulhar e dizer para filhos e netos: eu participei!
Parabéns ao Mínimo Ajuste por seu primeiro ano. Parabéns a todos que aqui depositam um pouco (ou muito) de seu tempo e, principalmente, parabéns à querida Bípede.
HIP HIP HURRA!!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Eu acho o Mínimo o máximo!
Nesse um aninho de vida, tanta gente passou por aqui... e foi bom conhecê-los, a todos. Parabéns ao Mínimo Ajuste, a Bípede, Cirandeira e todos aqueles que enriquecem o Mínimo com uma diversidade de abordagem, a cara do blog.
Que venha mais um e outros anos de Mínimo Ajuste!
Parabéns!!!!!!!!

Presente de Aniversário, de Cirandeira


Definições definitivas...


Em Portugal o balão sobe, mas no Bangaladesh...

Bípede Presente de Aniversário


Para comemorar o primeiro ano de vida do querido Mínimo Ajuste e de seus máximos blogueiros, uma bípede cadeirinha :)
beijos

11 de fevereiro - Aniversário do blog



                                    Amanhã, festa no blog. 1 ano de vida. 1 ano com nossas vidas!

Maia presente de aniversário - As Crianças do Paquistão










Fotos de Muhammed Muheisen publicadas no Boston Globe Big Picture.

O Mínimo Ajuste está fazendo -- ou vai fazer -- um ano.
Fica aqui um  presente, uma pequena lembrancinha.
Porque fotografia é arte e poesia.
E as crianças são sempre coloridas.
Inclusive num mundo opaco de privação e miséria.
E a lente do artista consegue captar a poesia
que sempre existe em qualquer lugar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Acordei poema

Não é que deu agora de todo dia eu acordar poema?

Acho que é preparação para mais 5 ou 50 anos de amor.

Ou talvez resguardo de sonho antigo se realizando

Quem sabe novos sonhos chegando?

Poema é assim vem de flor, dor, analgésico e mentira

Vem pela janela, pelo metrô, pela bicleta e veletrol do menino sapecando no corredor

Vem de solidão

Vem de companhia

O poema se mete em tudo

Metido que só ele

Se meteu no cobertor pesado e quente

Aquecendo o inverno europeu

Fingindo ser sol amarelo da parte de baixo do mundo

O Mendigo e a Nota de 50


Ontem cheguei do trabalho e resolvi bicicletear. Pequei minha bike (é assim que elas são chamadas hoje), aparelho mp3, fone de ouvido, uma nota de 50, identidade e sai pedalando pela ruas de Porto Alegre em direção ao centro. Na av. Independência consegui ouvir -- apesar do rock and roll que tocava -- uma voz me chamando: moço, moço.


Gostei do "moço" e parei. Olhei para trás e era um mendigo, um lumpen, um verdadeiro outsider, segurando a minha nota de 50 que havia caído na calçada. Parei a bicicleta e ele veio na minha direção e me entregou a nota. E disse: ela caiu do seu bolso.

Fiquei sem saber o quê dizer, mas disse: olha, eu só tenho essa nota, não tenho mais dinheiro e gostaria de te gratificar. Ele me olhou e eu olhei para ele. Ficamos em silêncio por alguns poucos segundos até eu falar: de qualquer forma, muito obrigado. E fui embora, enfiando a nota de 50 no meu bolso.

Esse fato me incomodou. O que poderia fazer? Dar a nota para o mendigo? Trocar a nota em algum lugar e dar um troco para ele? Ou fazer como eu fiz, dizer um simples obrigado e ir embora?

Planeta Humano