sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Coito de olhares




Um coito afoito
de olhares.
Eu não te disse nada
e nem sei quem eras.
mas o que me separava
de ti era somente corpos
meu e teu, desconhecidos.

Um coito afoito
de olhares.
Quem eras tu
e eu quem era...
Seriam séculos
de espera
e esse encontro no sinal?
Atenção
o sinal vai abrir
e tomaremos rumos
diversos.
Um coito afoito
de olhares.
Estridente buzina
e a sina da separação.

Atenção
o sinal vai abrir
e o teu sêmen
derrama-se
feito lágrimas
sobre meu rosto.
 
 
(Não esquece de deixar suas pegadas no Roxo-violeta...rs :  http://roxo-violeta.blogspot.com.br/)

6 comentários:

  1. Todo coito é afoito, penso por aqui.

    ResponderExcluir
  2. sinceramente: suave e poético..na medida certa cada palavra!!
    do implícito que surge a imagem perfeita..e o leitor reflete..
    abraço!

    ResponderExcluir
  3. Alguns deles são irrepetíveis...
    Magnífico poema, gostei.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  4. no amor
    todos os corpos se reconhecem

    abs Tânia

    ResponderExcluir