segunda-feira, 17 de setembro de 2012

E quando voltei



E quando voltei a nós
não havia tona nem marola
só as notas afinadas
de uma solidão movediça e fina
como a areia
o pó da escrita
o pó da fé. 
E quando voltei a mim
não havia ar nem nós
só o desespero
sob as bolhas dos meus fones
delirantes e perdidos.



14 comentários:

  1. Respostas
    1. Laura, a realidade é cruel e a imaginação também, não é?
      Beijoss

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  2. Embora cruel, há um excesso de beleza no poema pela forma lírica de apreensão da realidade. Um desabafo duro para mostrar o deserto do coração, mas um casamento extraordinário com a música.
    Bjss, Lena.

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    1. José Carlos, ando a moldar as palavras como quem lixa pedras.
      Gostaria de estar em uma fase mais macia.
      Mas não consigo.
      Beijoss

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  3. solidão movediça, o pó da fé, ah os incréus como eu



    beijooos

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  4. [e quando o corpo se faz voz,

    e quando a palavra se faz vez
    a memória acorda.]

    um imenso abraço,

    Leonardo B.

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    1. A memória pode tirar cochilos, mas dormir, não!
      beijoss

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  5. Lê, peço desculpas, mais uma vez, pela "mancada" que dei. Tô morrendo de vergonha, além do susto que tive!!!
    Às vezes, voltar é desesperador, mas só podemos continuar correndo
    riscos, é o preço que se paga pra sobreviver!

    beijoss

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    1. Ci
      Não se preocupe.
      Tá tudo nos conformes, não é?
      Só temos uma senha nova. Já era hora mesmo.
      Essa é mais bonitinha e mais feminina :)
      Beijoss

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    2. Entre bolhas
      nossas mãos,
      entrelaçadas,
      vão nos conduzir
      a local seguro
      longe
      das areias movediças...

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    3. bonito comentário.
      poético!

      beijos

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  6. Solidão movediça, ponto. Encarnei a imagem, e o adjetivo é perfeito.
    Beijos,

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    1. Taninha, solidão nos engole como naqueles filmes de Tarzan antigos. Vai o corpo descendo, fica o braço pra fora, a mão e depois nada.
      beijoss

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