sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Gumex
Nas prateleiras da minha memória encontro a barbearia localizada na esquina da rua onde morava. A imagem não é bem clara, mas ele era um senhor calvo e de bigode. Eu não lembro exatamente a idade que tinha, talvez menos de dez. Minha mãe me levou para cortar o cabelo. E ali fiquei olhando para mim mesmo no espelho, enquanto o velho senhor fazia o trabalho de cortar os fios - até que finalizou. E antes de me liberar ele passou uma goma que deixou, por alguns dias, o meu cabelo completamente duro.
Simples Desejo
Composição: Daniel Carlomagno e Jair Oliveira
Que tal abrir a porta do dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada…
Legal ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção,a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Bom final de semana a todos
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada…
Legal ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção,a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Bom final de semana a todos
Lei do Couvert
Digamos que há, sempre houve, um certo abuso de muitos restaurantes na cobrança destes acepipes. A Assembléia Legislativa de SP resolveu acabar com isso à sua moda ao aprovar uma Lei do Couvert. Claro que ainda falta a sanção do Governador, mas já há luz no fim do túnel. Ainda não sei se isso é bom ou ruim, mas de qualquer maneira é interessante a tentativa de se criar um padrão qualquer para este comportamento de "empurragoelaabaixoduasazeitonas" por um preço exorbitante. Vamos ver no que dá e se os outros Estados da Federação vão adotar...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A VERDADE SOBRE O 'FACEBOOK'
O Facebook vende a informação dos seus usuários ao maior espião; cito textualmente: 'O que muitos usuários não sabem é que, de acordo com as condições do Contrato que virtualmente assumem, ao clicarem no quadro "Aceito", os usuários autorizam e consentem ao Facebook a propriedade exclusiva e perpétua de toda as informações e imagens que publicam.
Assim, ressalta o perito, os membros 'automaticamente autorizam ao Facebook o uso vitalício e transferível, junto com os direitos de distribuição, de tudo o que colocam na sua página Web'. Os Termos de Uso reservam ao Facebook o direito a conceder e sub-licenciar todo o "Conteúdo do Usuário" para outros propósitos. Sem o seu consentimento, muitos usuários convertem as suas fotografias em publicidade, tranformando um bem privado em comércio público.
De repente, tudo o que os seus membros publicaram, incluindo as suas fotografias pessoais, as suas tendências políticas, o estado de suas relações afetivas, interesses individuais e até o endereço de suas casas, foi enviado sem autorização expressa a milhares de usuários.
Há de se acreditar em Mr. Melber, quando assegura que muitos empregadores americanos, ao avaliar os currículos, consultam o Facebook para conhecer intimidades dos candidatos. A prova de que uma página no Facebook não é privada, evidenciou-se em um conhecido caso da Universidade John Brown, que expulsou um estudante quando descobriu uma foto que este colocou no Facebook, vestido de travesti. Outra evidência aconteceu quando um agente do Serviço Secreto visitou, na Universidade de Oklahoma, o estudante do segundo ano Saúl Martínez, por um comentário ofensivo do Presidente.
E, para piorar, o assunto não termina quando os usuários cancelem a sua conta: as suas fotos e informação permanecem, segundo o Facebook, para o caso de quererem reativar a sua conta; o usuário não é retirado nem quando morre. De acordo com as 'Condições de Uso', os membros não podem obrigar que o Facebook retire os dados e imagens dos seus dados, já que quando o falecido aceitou o Contrato Virtual, concedeu ao Facebook o direito de mantê-lo ativo sob um status especial de partilha por um período de tempo determinado, para permitir que outros usuários possam publicar e observar comentários sobre o falecido.
Saibam os usuários do Facebook que são participantes indefesos de um cenário que os acadêmicos qualificam como o maior caso de espionagem na História da Humanidade. Convertem-se, de forma inconsciente, nos precursores do fenômeno 'Big Brother', alusão direta à intromissão abusiva do Estado nos assuntos privados do cidadão comum para controlar o seu comportamento social, tema de uma novela profundamente premonitória escrita em 1932 pelo britânico Aldous Huxley: "Um Mundo Feliz" ("1984").
Parapeito
Na inevitabilidade
da memória
não há reparo.
O parapeito
do desejo é
como um cárcere
cimentado
em desmedida
solidão.
Felicidade
Oh, que dama fácil, a felicidade!
Mal se acostuma num lugar, ela já sai...
Afaga teu cabelo, cheia de vaidade,
beija-te às pressas, bate as asas e se vai.
Dona infelicidade, ao contrário,
te prende ao coração a ferro e corda.
Para ir embora, diz não ter horário,
senta-se contigo à cama e borda.
Heinrich Heine, Alemanha (1797-1856)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Subindo às nuvens
Para lembrar que a próxima entrevista no Roxo-violeta (a ser postada também aqui no Mínimo Ajuste) será com a nossa queridíssima Lelena Bípede Falante, e aqueles que desejarem desvendar os segredos da Senhora das Nuvens podem enviar perguntas para o e-mail trcontreiras@gmail.com, juntamente com o seu endereço de blog.
Banquete
Não pensa duas vezes antes de amputar as patas e uivar feito o animal que adula o seu bicho, bicho sem pelúcia, cinza, devassado, cordão de pérolas roubado, cordão de palavras soltas, codificadas ao som de um Rolling Stone insatisfeito e magro, mas com boca, com uma boca de assustar megafones e de inventar danças e aromas para um banquete tombado de instáveis iguarias.
nubes y secretos
hoy vi una nube, la primera. brotaba a baja altura, en el preciso punto que separa mis ojos de mi frente; flotaba leve, iba delante de mí todo el camino, como guiándome. cuando me detuve en una esquina la tuve tan cerca que mis pestañas la rozaron, provocándole un mínimo corte del que voló una mariposa. me sobresalté y cerré los ojos. cuando los abrí, tuve que cruzar la calle casi corriendo. al llegar a la vereda, corté una margarita del cantero.
cuántos secretos
cubren las nubes?
preguntó un día Lelena*
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Soneto das definições
Não falarei de coisas, mas de inventos
e de pacientes buscas no esquisito.
Em breve, chegarei à cor do grito,
à música das cores e do vento.
Multipicar-me-ei em mil cinzentos
(desta maneira, lúcido, me evito)
e a estes pés cansados de granito
saberei transformar em cataventos.
Daí, o meu desprezo a jogos claros
e nunca comparados ou medidos
como estes meus, ilógicos, mas raros.
Daí também, a enorme divergência
entre os dias e os jogos divertidos
e feitos de beleza e improcedência.
Carlos Pena Filho, Recife(PE) - 1929-1960
Da série mapas da sua ausência II
Na cor
dos meus olhos,
desenho o mapa
da sua ausência,
colorindo o meu corpo
com a imaginação
das suas nuvens,
horizonte
calado
entre os ruídos
e os contornos
das minhas palavras
sem vento.
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