Mostrando postagens com marcador Devaneios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Devaneios. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O verdadeiro dragão lunático



Anoiteceu, e nesse momento
Eu Sonato ao luar com Bethowen
Esterelizado pelo Éter na mente do 5º elemento
Visualizo meio zonzo, inter_rogações lunáticas.
Vejo a lua em espasmos, expectorando os danos
Produzidos pelos bombardeios de quem U S A
 Tecnologias em busca de açudes estelares.

Lá no fundo... bem no fundo cataclismático do Nada
Uma voz ríspida de um barítono temeroso ecoa:

Eu sou uma incógnitaaaaa... mas o dragão que nos consome
É a pura realidade global”!

Sem entender direito, abaixo o volume erudito
E me aparto do solo de trompete que fraseia em Ré menor.
Ponho-me a observar atentamente a triste e raquítica lua
E então desvendo o tal mistério:

Era São Jorge, cabisbaixo; lamentando profundamente
Ter emprestado sua importante metade mitológica
Aos devaneios Djavanianos.

Êi! Alguém aí insinuou que eu preciso de um psicanalista?



Jairo Cerqueira

terça-feira, 20 de abril de 2010

Are you ready for love?



Hoje estava ouvindo essa música do Elton John (que por sinal eu adoro) e fiquei pensando na importância deste questionamento.

Muitas pessoas buscam encontrar um amor, o amor verdadeiro, o amor eterno, o amor perfeito, o amor ideal... Enfim, buscam encontrar alguém com quem possam dividir idéias, sentimentos, experiências, as dúvidas, os medos, as necessidades sejam elas afetivas, sexuais, intelectuais e/ou financeiras.

Sabemos que amar é condição essencial ao ser humano. O ser humano precisa amar e precisa ser amado em múltiplos sentidos. O sentir-se querido, estimado, admirado pelos outros, e principalmente desejado pelo sexo oposto, revela-se como a grande mola propulsora de individuos bem resolvidos consigo mesmo e com o mundo em que vivem.

Mas na prática toda essa teoria nem sempre é tão fácil de se concretizar ou de ser assimilada. Por que? Porque muitas dessas mesmas pessoas que buscam incansavelmente encontrar o amor e o alguem que irá  complementar suas vidas, não conhecem verdadeiramente a própria essência. Buscam nos outros aquilo que ainda não encontraram nelas próprias.

É comum ouvirmos alguém dizer que o par ideal precisa ser assim ou assado, precisa ter isto e aquilo, etc ... E se esqueçem que relacionamentos entre pessoas são trocas e aprendizados que resultam em um grande somatório de experiências de vida, de carinhos e sentimentos, de conhecimentos, e assim por diante. 

O relacionar-se com o outro precisa ser dialético: ambos precisam dar e receber, para que a relação seja produtiva. E o que acontece muitas e muitas vezes é que aquelas pessoas que mais exigem e esperam de uma relação, normalmente são as que menos têm pra dar, pois ou estão tão cheias de si que não conseguem receber nada ou estão tão vazias que são incapazes de oferecer algo ao outro. Estipulam padrões e normas muitas vezes inatingíveis e acabam se frustrando por nunca conseguirem viver as situações idealizadas. Uma vez que o par perfeito definitivamente não existe.

Vejo tantas pessoas sozinhas, outras decepcionadas com os relacionamentos e outras ainda com situações mal resolvidas e me pergunto o por que disto? Identifico aqui e ali os possíveis fatos que promovem tais situações e chego a conclusão de que a grande verdade desta história toda é que nem todos estão prontos para o amor.