sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Viagem de Inverno (trecho)
TERRA
Terra
Cais seguro no fim da viagem
De atracar barcos e vidas
Abraço ancorado de fim de dia
Cais sem paredes nem amarrações
Luzindo mil sóis vagabundos
Terra
Minha casa, meu lugar seguro
Com cheiros de rosmaninho
E girassóis dançando ao luar
Oceanos juntando outros sussurros
Nas pressas de viver e voar
Terra
Rios azuis asilando lussengues e bagres
Gente entrelaçando almas
Colocando pedras nos alicerces do mundo
Meninos boiando na superfície da vida
Mil línguas, todas iguais
Terra
Cetins azuis e verdes flutuando
Livremente nos ventos tão diferentes
Catuites e zonguinhas e seripipis
Chilreando alegrias e alucinações
Rios escorrendo águas e destinos
Terra
Meu derradeiro porto de abrigo
Cais seguro no fim da viagem
De atracar barcos e vidas
Abraço ancorado de fim de dia
Cais sem paredes nem amarrações
Luzindo mil sóis vagabundos
Terra
Minha casa, meu lugar seguro
Com cheiros de rosmaninho
E girassóis dançando ao luar
Oceanos juntando outros sussurros
Nas pressas de viver e voar
Terra
Rios azuis asilando lussengues e bagres
Gente entrelaçando almas
Colocando pedras nos alicerces do mundo
Meninos boiando na superfície da vida
Mil línguas, todas iguais
Terra
Cetins azuis e verdes flutuando
Livremente nos ventos tão diferentes
Catuites e zonguinhas e seripipis
Chilreando alegrias e alucinações
Rios escorrendo águas e destinos
Terra
Meu derradeiro porto de abrigo
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Sou uma criança...
Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos...DVD "Ao Vivo Lá em Casa"
"Ao vivo lá em casa" no Sesc Belenzinho...SP...dias 17 e 18...às 21h na Comedoria.
Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"...
Por dentro eu ria
Satisfeito e mudo
Eu era um homem
E entendia tudo...
Hoje só com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"...
Por dentro com
A alma tarantada
Sou uma criança
Não entendo nada...
"Ao vivo lá em casa" no Sesc Belenzinho...SP...dias 17 e 18...às 21h na Comedoria.
Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"...
Por dentro eu ria
Satisfeito e mudo
Eu era um homem
E entendia tudo...
Hoje só com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"...
Por dentro com
A alma tarantada
Sou uma criança
Não entendo nada...
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Filmes Que Eu Vi...
"A GAROTA DE ROSA SHOCKING"

..."A Garota de Rosa Shocking" é um filme delicioso...marcou a minha vida...
e em muitos momentos recorro à ele...para aliviar...rir...chorar...
e continuar sonhando...
Esse filme...conta a história de Andy...e suas paixões...
É uma linda história de amor...inteligente...sensível...
e porque não...dramática...
A trilha é maravilhosa...
O elenco é formidável...
"Garota de Rosa-Shocking"...
Título original..."Pretty in Pink"
Estados Unidos...1986...93 minutos
Elenco Principal...
Molly Ringwald...é Andie Walsh
Andrew McCarthy...é Blane McDonough
Jon Cryer...é Duckie Dale
Um filme de John Hughes...dirigido por Howard Deutch...

O vídeo abaixo é da trilha sonora do filme...

..."A Garota de Rosa Shocking" é um filme delicioso...marcou a minha vida...
e em muitos momentos recorro à ele...para aliviar...rir...chorar...
e continuar sonhando...
Esse filme...conta a história de Andy...e suas paixões...
É uma linda história de amor...inteligente...sensível...
e porque não...dramática...
A trilha é maravilhosa...
O elenco é formidável...
"Garota de Rosa-Shocking"...
Título original..."Pretty in Pink"
Estados Unidos...1986...93 minutos
Elenco Principal...
Molly Ringwald...é Andie Walsh
Andrew McCarthy...é Blane McDonough
Jon Cryer...é Duckie Dale
Um filme de John Hughes...dirigido por Howard Deutch...

O vídeo abaixo é da trilha sonora do filme...
Futebol nos ensina cedo euforia e o sofrimento profundo. É aula de vida
por Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
"Não, eu não vou escrever sobre o jogo. Dane-se o que aconteceu nas quatro linhas, o sistema, o esquema, o 4-3-2-1, o 3-5-2, as duas linhas de quatro, o diabo. Coloquei as cervejas para gelar e me preparei para assistir Palmeiras x Goiás sem muita expectativa, ainda mais depois do fraco encontro entre os dois times, uma semana antes.
Minha missão era acompanhar atentamente a peleja, escrever as últimas linhas para a minha coluna semanal no jornal Marca.BR e publicar um post aqui no blog. Depois, dormir. Fui surpreendido. O duelo do Pacaembu foi mais do que eu esperava. E jamais será esquecido. E não só pela chance de ver mais uma das surpresas esportivas que só o futebol consegue proporcionar.
A imagem do pequeno "japonesinho" palmeirense aos prantos, incrédulo, diante do fracasso do seu time de coração foi marcante. Incrível, você está vendo um jogo que tem tudo para ser apenas mais um e repentinamente as coisas viram e a TV lhe mostra uma cena forte, impactante. O menino chorava, chorava e chorava. E não chorava à toa.

O pequeno torcedor chorava por seu clube de coração, sim, aquele que irá amar pela vida toda, de forma incondicional, aconteça o que acontecer. Porque o futebol é isso, é muito mais do que direitos federativos, de televisão, patrocínios e projetos marqueteiros capitaneados por oportunistas de toda ordem. Só o nosso esporte faz uma criança sofrer como um adulto e um adulto virar criança.

Lugares marcados em "arenas" com telões em atmosferas que tentam transformar o nosso jogo numa espécie de teatro. Jogadores sem vínculo e muitas vezes sequer respeito pelas camisas que vestem. O dinheiro, e só ele, ditando as normas, os caminhos, as tendências. Tudo isso forma o chamado "futebol moderno" que eu odeio, como muita gente odeia.

O "esporte bretão" pode comportar espaços confortáveis para quem os deseja, mas precisa de envolvimento, conexão entre quem joga e quem torce. Não, a camisa não pode deixar de ser o elo maior da paixão das pessoas pelo jogo, pelo time. E na derrota para o Goiás o choro do "japinha" foi forte, cortante, linda e emocionante cena.
A paixão dele pelo Palmeiras vale mais do que qualquer taça. E é por isso que o clube continuará sendo um grande. O futebol é assim, ensina desde cedo o que é euforia extrema e sofrimento profundo. É aula de vida. E e por essas e outras que nós adoramos isso.
E nunca é demais lembrar: melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer."
"Não, eu não vou escrever sobre o jogo. Dane-se o que aconteceu nas quatro linhas, o sistema, o esquema, o 4-3-2-1, o 3-5-2, as duas linhas de quatro, o diabo. Coloquei as cervejas para gelar e me preparei para assistir Palmeiras x Goiás sem muita expectativa, ainda mais depois do fraco encontro entre os dois times, uma semana antes.
Minha missão era acompanhar atentamente a peleja, escrever as últimas linhas para a minha coluna semanal no jornal Marca.BR e publicar um post aqui no blog. Depois, dormir. Fui surpreendido. O duelo do Pacaembu foi mais do que eu esperava. E jamais será esquecido. E não só pela chance de ver mais uma das surpresas esportivas que só o futebol consegue proporcionar.
A imagem do pequeno "japonesinho" palmeirense aos prantos, incrédulo, diante do fracasso do seu time de coração foi marcante. Incrível, você está vendo um jogo que tem tudo para ser apenas mais um e repentinamente as coisas viram e a TV lhe mostra uma cena forte, impactante. O menino chorava, chorava e chorava. E não chorava à toa.

O pequeno torcedor chorava por seu clube de coração, sim, aquele que irá amar pela vida toda, de forma incondicional, aconteça o que acontecer. Porque o futebol é isso, é muito mais do que direitos federativos, de televisão, patrocínios e projetos marqueteiros capitaneados por oportunistas de toda ordem. Só o nosso esporte faz uma criança sofrer como um adulto e um adulto virar criança.

Lugares marcados em "arenas" com telões em atmosferas que tentam transformar o nosso jogo numa espécie de teatro. Jogadores sem vínculo e muitas vezes sequer respeito pelas camisas que vestem. O dinheiro, e só ele, ditando as normas, os caminhos, as tendências. Tudo isso forma o chamado "futebol moderno" que eu odeio, como muita gente odeia.

O "esporte bretão" pode comportar espaços confortáveis para quem os deseja, mas precisa de envolvimento, conexão entre quem joga e quem torce. Não, a camisa não pode deixar de ser o elo maior da paixão das pessoas pelo jogo, pelo time. E na derrota para o Goiás o choro do "japinha" foi forte, cortante, linda e emocionante cena.
A paixão dele pelo Palmeiras vale mais do que qualquer taça. E é por isso que o clube continuará sendo um grande. O futebol é assim, ensina desde cedo o que é euforia extrema e sofrimento profundo. É aula de vida. E e por essas e outras que nós adoramos isso.
E nunca é demais lembrar: melhor do que vencer é ter um time pelo qual torcer."
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