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e anda sempre
muito apressada e, por isso, nunca chega ao início.
O rapaz do início ensina-lhe muitas coisas. Principalmente por palavras. E começa sempre bem. A rapariga do fim, admira-o muito e por isso são amigos há muito, muito tempo. Dentro de um tempo que não vem nos relógios nem nos catálogos. Sempre que lê os seus poemas, a rapariga do fim volta ao início. E quase fica lá. Mas não pode. Porque gosta muitíssimo do que ele escreve e tem de continuar. Ela a ler. E ele a escrever.»
Marta Vaz
[breve aparte: a este texto, que tão gratamente recolho como presente da Marta Vaz, por ocasião do meu aniversário, tomo a liberdade, a aventura e o risco de fazer uma leitura, registada pelo meu garoto, que com a sua imensa (quase infinita!) paciência o tornou possível… e com pouquíssimos recursos, fez magia!
A eles, à Marta Vaz e ao João,
sou, serei (e)ternamente grato por este momento!]
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