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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Histórias de São Nicolau


Brusque foi colonizada pelos europeus e comemorar São Nicolau faz parte dos festejos de final de ano.
Hoje pela manhã, contei essa história aos meus alunos e dei a eles "balinhas" deixadas por São Nicolau.

“Era uma vez um homem muito bom, que gostava muito de crianças. Com todo carinho, dedicava-se a elas ensinando-lhes histórias que ouviam uma vez por semana quando o visitavam. Um velho servo que trabalhava na casa do anfitrião incrementava os encontros com biscoitos muito gostosos e maçãs fresquinhas.
Um dia, certa menina, muito pobre que ia sempre às reuniões não compareceu, por estar doente. Depois que todos se despediram, Nicolau preparou um saquinho com um pouco de cada guloseima e maçãs. A menina morava muito longe, por isso Nicolau foi a cavalo para chegar mais depressa. Mesmo assim, quando chegou, já estavam todos dormindo. Mas, diante da porta dos fundos, Nicolau viu os sapatos da menina e ali colocou seu presente.
Com os anos, Nicolau ficou velhinho e os filhos das crianças que ouviam suas histórias iam visitá-lo e cantavam canções, para que ele não se sentisse sozinho e triste.Chegou o dia em que Deus chamou Nicolau, quando ele chegou ao Céu, olhou para baixo e viu as crianças chorando. Pediu para voltar à Terra, mas Deus lhe disse que isto não era possível. Porém, por ter sido um homem muito bom, Deus deu a Nicolau a possibilidade de, uma vez por ano, no dia 6 de dezembro, visitar a Terra e a todas as crianças.Em suas visitas, na noite do dia 5 para o dia 6 de dezembro, traz para elas maçãs, nozes,balas e biscoitos, e os coloca em seus sapatinhos ou diante de suas portas. E as crianças retribuem deixando uma cenoura para o cavalo branco de Nicolau, cantando canções e recitando versos. Mas, não esqueçam que Nicolau, durante o ano todinho, olha para Terra e vê cada uma das crianças e tudo o que ela faz. Ele anota em seu grande livro de ouro as coisas boas e belas e as coisas feias também.”

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

20 de Setembro de 1835 - Início da Revolução Farroupilha -


Hoje é a data máxima para os gaúchos. Neste dia eles celebram os ideais da Revolução Farroupilha.
O Rio Grande do Sul foi palco das disputas entre portugueses e espanhóis desde o século XVII. Na idéia dos líderes locais, o fim dos conflitos deveria inspirar o governo central a incentivar o crescimento econômico do sul, como pagamento às gerações de famílias que se voltaram para a defesa do país desde há muito tempo. Mas não foi isso que ocorreu.A Revolução Farroupilha, também é chamada de Guerra dos Farrapos ou Decênio Heróico (1835-1845), eclodiu no RS e configurou-se, na mais longa revolta brasileira.O estado do Rio Grande do Sul vivia basicamente da pecuária extensiva e da produção de charque, que era vendido para outras regiões do País. No início do século XIX, a taxação sobre o charque gaúcho tornava o produto pouco competitivo, e logo o charque proveniente do Uruguai e da Argentina passou a abastecer esta demanda. Alguns estancieiros, em sua maioria militares, propuseram ao Império Brasileiro (na época governado pelo Regente Feijó), novas alíquotas para seu produto, a fim de retomar o mercado perdido para os vizinhos do Prata. A resposta não foi nada satisfatória. Indignados com o descaso da Corte e cansados de ser usados como escudo em várias guerras na região, os gaúchos pegaram em armas contra o Império.Um dos pontos altos foi a tomada de Laguna, em Santa Catarina com a ajuda do italiano Giuseppe Garibaldi, em 1839. Finalmente os farroupilhas tinham um porto de mar. Ali foi fundada a República Juliana (15 de julho de 1839). Após dez anos de batalhas, com Bento Gonçalves já afastado da liderança e com as tropas já muito desgastadas, os farrapos aceitam negociar a paz. Em fevereiro do 1845 é então selada a paz em Poncho Verde, conduzida pelo general Luís Alves de Lima e Silva. Muitas das reivindicações dos gaúchos foram atendidas e a paz voltou a reinar no Brasil.Entre os principais líderes, destacam-se: Bento Gonçalves, Davi Canabarro, Giuseppe Garibaldi, Antônio de Souza Neto, Gomes Jardim e Lucas de Oliveira.