quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Monólogo de uma cultura florida.

Porque teimas em florir em verdes campos desertos, singela planta comestível, se não é esse teu papel. Porque te embelezas, se na natureza apenas o caldeirão quente dos temperos te espera?
Germinas em fecunda terra, de agua e sol te alimentas e transformas um reino noutro , sem pedir licença a um Deus para dares vida ao inerte.
Quem te disse que as flores te transformam em algo que não és? Tu, nutriente enterrado em raizes que pouco mais fazes que chamar a atenção para que te venerem, não percebes que o teu verdadeiro valor se perde em vão, quando é nas fomes que alimentas que tens teu dom.
Perco palavras contigo nobre couve, quando apenas em silêncio me escutas, ignorando meus pensares. E em silêncio permaneces, ornamentada com flores perenes que te alimentam a vaidade e apenas me enchem o olho, quando é verdadeiro o alimento que preciso.

Um Copo de Cólera


"Ninguém dirige aquele que Deus extravia"

" não vejo diferença entre um redator-chefe e um chefe de polícia, como de resto não há diferença entre dono de jornal e dono de governo "

" só usa  a razão quem nela incorpora suas paixões "

" o que conta mesmo na vida é  a qualidade da descida "

" impossível ordenar  o mundo dos valores, ninguém arruma a casa do capeta "

" e eu ali, de olhos sempre fechados, ainda pensava em muitas outras coisas enquanto ela não vinha, já que a imaginação é muito rápida ou o tempo dela diferente, pois trabalha e embaralha simultaneamente coisas díspares e insuspeitadas "

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Joe Dassin...Et Si Tu N'Existais Pas...



Et si tu n'existais pas
Dis-moi pourquoi j'existerais
Pour traîner dans un monde sans toi
Sans espoir et sans regret

Et si tu n'existais pas
J'essaierais d'inventer l'amour
Comme un peintre qui voit sous ses doigts
Naître les couleurs du jour
Et qui n'en revient pas

Et si tu n'existais pas
Dis-moi pour qui j'existerais
Des passantes endormies dans mes bras
Que je n'aimerais jamais

Et si tu n'existais pas
Je ne serais qu'un point de plus
Dans ce monde qui vient et qui va
Je me sentirais perdu
J'aurais besoin de toi

Et si tu n'existais pas
Dis-moi comment j'existerais
Je pourrais faire semblant d'être moi
Mais je ne serais pas vrai

Et si tu n'existais pas
Je crois que je l'aurais trouvé
Le secret de la vie, le pourquoi
Simplement pour te créer
Et pour te regarder

Et si tu n'existais pas
Dis-moi pourquoi j'existerais
Pour traîner dans un monde sans toi
Sans espoir et sans regret

Et si tu n'existais pas
J'essaierais d'inventer l'amour
Comme un peintre qui voit sous ses doigts
Naître les couleurs du jour
Et qui n'en revient pas

Definições definitivas...


O único argumento real a favor do casamento é que ele continua sendo o melhor método para se conhecer alguém.

José Antonio Labordeta (1935-2010)



Somos
como esos viejos árboles
batidos por el viento
que azota desde el mar.

Hemos
perdido compañeros
paisajes y esperanzas
en duro batallar.

Vamos
a echar nuevas raíces
por campos y veredas,
para poder andar

tiempos
futuros y anhelados,
de manos contra manos
que es la fraternidad.


Somos
como la humilde adoba
que cubre contra el tiempo
la sombra del hogar.

Hemos
perdido nuestra historia
canciones y caminos
en duro batallar.

Vamos
a echar nuevas raíces
por campos y veredas,
para poder andar

Vamos
hundiendo en las palabras
las huellas de los labios
para poder besar

Somos
igual que nuestra tierra
suaves como la arcilla
duros del roquedal.

Hemos
atravesado el tiempo
dejando en los secanos
nuestra lucha total.

Vamos
a hacer con el futuro
un canto a la esperanza
y poder encontrar

tiempos
cubiertos con las manos
los rostros y los labios
que sueñan libertad.

Somos
como esos viejos árboles.


José Antonio Labordeta es un escritor y cantante español, oriundo de Zaragoza. En 1976 participó de la creación del Partido Socialista de Aragón. Publicó nueve libros de poesía, cuatro entre cuentos y novelas,y libros de viajes como Aragón en la mochila,20 discos y tres libros de memorias.
Aquejado por el cáncer que lo llevó el 19 de septiembre de 2010,su último libro se titula Regular, gracias a Dios.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Viva o Rio Grande do Sul

20 de Setembro - Dia do Gaúcho -
Minha homenagem a esse povo que sabe preservar suas tradições.






NO CLAMOR DA LIBERDADE
SÃO RESQUICIOS DE SAUDADE
DE UM POVO APAIXONADO
QUE AMA SUA QUERÊNCIA
ONDE AS CORES DA EXISTÊNCIA
SÃO O BRANCO E O COLORADO

LA NOS BAILES NA FAZENDA
ONDE O PEÃO E A PRENDA
DE BAIXO DE UM CÉU AZUL
DEIXAM ROLAR A PAIXÃO
E BRINDAM COM O CHIMARRÃO
VIVA O RIO GRANDE DO SUL.


VAINER OLIVEIRA DE ÁVILA

20 de Setembro de 1835 - Início da Revolução Farroupilha -


Hoje é a data máxima para os gaúchos. Neste dia eles celebram os ideais da Revolução Farroupilha.
O Rio Grande do Sul foi palco das disputas entre portugueses e espanhóis desde o século XVII. Na idéia dos líderes locais, o fim dos conflitos deveria inspirar o governo central a incentivar o crescimento econômico do sul, como pagamento às gerações de famílias que se voltaram para a defesa do país desde há muito tempo. Mas não foi isso que ocorreu.A Revolução Farroupilha, também é chamada de Guerra dos Farrapos ou Decênio Heróico (1835-1845), eclodiu no RS e configurou-se, na mais longa revolta brasileira.O estado do Rio Grande do Sul vivia basicamente da pecuária extensiva e da produção de charque, que era vendido para outras regiões do País. No início do século XIX, a taxação sobre o charque gaúcho tornava o produto pouco competitivo, e logo o charque proveniente do Uruguai e da Argentina passou a abastecer esta demanda. Alguns estancieiros, em sua maioria militares, propuseram ao Império Brasileiro (na época governado pelo Regente Feijó), novas alíquotas para seu produto, a fim de retomar o mercado perdido para os vizinhos do Prata. A resposta não foi nada satisfatória. Indignados com o descaso da Corte e cansados de ser usados como escudo em várias guerras na região, os gaúchos pegaram em armas contra o Império.Um dos pontos altos foi a tomada de Laguna, em Santa Catarina com a ajuda do italiano Giuseppe Garibaldi, em 1839. Finalmente os farroupilhas tinham um porto de mar. Ali foi fundada a República Juliana (15 de julho de 1839). Após dez anos de batalhas, com Bento Gonçalves já afastado da liderança e com as tropas já muito desgastadas, os farrapos aceitam negociar a paz. Em fevereiro do 1845 é então selada a paz em Poncho Verde, conduzida pelo general Luís Alves de Lima e Silva. Muitas das reivindicações dos gaúchos foram atendidas e a paz voltou a reinar no Brasil.Entre os principais líderes, destacam-se: Bento Gonçalves, Davi Canabarro, Giuseppe Garibaldi, Antônio de Souza Neto, Gomes Jardim e Lucas de Oliveira.

Escreva Aqui...O Que Essa Foto Te Fez Pensar Ou Sentir...

Driving.



Só com piano. Calmo, muito calmo.

Definições definitivas...


O casamento tem muito de um circo; não existe nele tudo quanto anunciado na propaganda.

Mudar a Vida!


Deixo aqui um texto de Maria de Lourdes Pintasilgo*, publicado inicialmente no Boletim do Graal n.º 1, em 1978. Este é um dos escritos a que recorro frequentemente, pois vejo as suas palavras como uma bússola que, nas alturas mais difíceis, auxilia a minha orientação na grande selva que este mundo é.
Mudar a Vida!
De todos os lados nos vem o convite à estabilidade, à segurança, ao já conhecido, aos terrenos firmes, ao ideal entrevisto. Por todos os meios nos atrai e nos paralisa o mito do eterno retorno. Transformações à nossa volta? Sem dúvida, desde que elas nos conduzam ao eu ideal que imaginamos, à imagem de nós próprios que, ao longo dos anos, cuidadosamente formamos.
Deixamos assim de longe a única via pela qual horizontes novos se podem rasgar: aquela em que escolhemos percorrer o próprio trilho da mudança. E quando digo que escolhemos percorrer esse trilho, não estou a imaginar um caminho linearmente percorrido sem perigos nem desvios. Pelo contrário, no caminho da mudança, seremos ossos encharcados debaixo da chuva, seremos gestos descontrolados nas areias movediças, seremos passos indecisos a contornar rochas de granito.
Quantas vezes falamos de mudança de estruturas e de instituições, opondo essa mudança, numa espécie de antinomia inevitável, à mudança de mentalidades que queríamos ter visto operar, pela obra mágica do nosso verbo e das nossas incitações, para concluirmos (pacificante conforto!) que nada se podia fazer sem que se mudassem as estruturas. Quando finalmente as estruturas nos vieram parar às mãos verificamos que não éramos senão aprendizes de feiticeiro: não as soubemos desmantelar porque não conhecíamos as engrenagens escondidas; não as pudemos reorganizar porque não tínhamos alternativa viável a opor à sua gigantesca irracionalidade; não as pudemos deixar cair como mero anacronismo da história, porque não tínhamos delineado o projecto das estruturas novas que as substituiriam, superando-as e anulando-as. E quando reconhecemos que o aparelho institucional se agitou, tremeu, mas permaneceu inalterável nos seus vícios, na sua burocracia e na sua inutilidade, dissemos então que o que importa é mudar as mentalidades!
Passageiras são as estruturas, plasmáveis as mentalidades. Por entre o feito mecanicista de umas nas outras (mentalidades obscurecidas por estruturas aniquilosadas; estruturas inoperantes por mentalidades embrutecidas) brota a esperança duma outra relação, que não é senão o dinamismo da própria vida.
Por isso, a grande empresa não é o plano pensado e repensado, a estrutura gigantesca que, com os seus tentáculos, tudo vai abafar, nem a mentalidade renovada, adaptada, ajustada, conformada. A grande empresa é mudar a vida!


* Maria de Lourdes Pintasilgo, entre muitas outras coisas, numa vida inteiramente dedicada à causa pública, chefiou o V Governo Constitucional de Portugal, entre 31 de Julho de 1979 e 3 de Janeiro de 1980. Para saber mais sobre esta mulher extraordinária e pioneira, nada como consultar o Arquivo Pintasilgo.

A Varanda do Frangipani


                       " Me custa chamar lembranças. Porque a memória me chega rasgada, em pedaços desencontrados. Eu quero a paz de pertencer a um só lugar, eu quero a tranquilidade de não dividir memórias. Ser todo de uma vida. E assim ter a certeza que morro uma única vez. Custa-me ir cumprindo tantas pequenas mortes, essas que apenas nós notamos, na íntima obscuridade de nós."
Do livro  A Varanda do Frangipani. Mia Couto.

domingo, 19 de setembro de 2010

COMPARAÇÃO

Gerana Damulakis

Adoro observar comportamentos, ler histórias, criar histórias (criar histórias que ficam no meu imaginário, elas não chegam ao papel - para tanto, há os escritores) e vou dando mais e mais razão a Oscar Wilde com sua máxima:

A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.

Ilustração: Salvador Dalí.

Frida Kahlo...



"Bebo para afogar as mágoas...Mas as danadas aprenderam a nadar"

frase de Frida Kahlo

sábado, 18 de setembro de 2010

Escuna


Doce roteiro
Aquele em que navego
Tripulante
Da escuna leve de teu corpo

A me envolver na espuma
Flutuante
Ondulante
De um prazer sem fim.


Antonio José Giacomazzi