domingo, 26 de setembro de 2010

Ajuste Musical ou Palavras doces que falam de encanto

Definições definitivas...


Os navios estão a salvo nos portos, mas não foi para ficarem ancorados que eles foram criados.

Libertem Os Urubus...


Primeiro dia da Bienal de São Paulo...terminou em confusão...15 ativistas protestaram no local contra a obra "Bandeira Branca"...do artista Nuno Ramos...em que três urubus ficam em um viveiro...sem comida e água...um dos ativistas pichou a frase "Liberte os urubus" e acabou detido...tal qual um urubu...

O tema dessa Bienal...é..."Há Sempre Um Copo de Mar Para Um Homem Navegar"...é a 29ª Bienal de São Paulo...e abriu neste sábado...dia 25, e ficará até o dia 12 de dezembro...O evento fica no Pavilhão Cicillo Maarazzo, no portão 3 do Parque do Ibirapuera...

Por que...para protestar...o artista...Nuno Ramos...não se enjaula...
tal qual um urubu..?
e olha...que eu gosto muito das inspirações dele...
mas essa...é INFELIZ...
E para você...?
Ainda acha certo usar animais...como se fossem coisas...?

sábado, 25 de setembro de 2010

Definições definitivas...


O casamento é a maneira de um homem descobrir que tipo de marido sua mulher teria preferido.

Uma poesia

"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
que muitas filhas te deu, casou donzela
e à noite se prepara  e se adivinha
objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
e ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."

Hilda Hilst

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Escreva Aqui...O Que Essa Foto Te Fez Pensar Ou Sentir...

Definições definitivas...


Não importa com quem você se case, sempre acorda casada(o) com outra pessoa.

Como dar a volta ao mundo...



Preste atenção no preço do ticket de avião para dar a volta ao mundo. É surpreendentemente barato!

Os brasileiros - Cena 14

"Paisagem com bananeira", de Cândido Portinari


Dois em cada três brasileiros já fumaram maconha. Três em cada cinco brasileiros acreditam em Deus. Cinco em cada oito brasileiros morderam a hóstia durante a comunhão. Oito em cada treze brasileiros preferem sexo anal. Treze em cada dezessete brasileiros habilitados pensaram em jogar um carro no poste só pra ver o que acontece. Dezessete em cada vinte brasileiros não sabem que o Homem da Terra de Marlboro é um ator. Vinte em cada vinte e dois brasileiros não têm terra. Vinte e dois em cada vinte e três brasileiros têm certeza que seu azar é específico.



" Cenas de descobrimento de Brasis" , de Fernando Bonassi, escritor e cineasta nascido em São Paulo, em 1962.

J. G. De Araújo Jorge


A SÓS
.
A sós
como duas gaivotas
na solidão do céu,
em pleno mar,
sonhando no ar...
A sós,
lado a lado, sem alarde,
como dois pássaros num alto ramo,
ao cair da tarde...
A sós
como duas mãos quando se procuram
e se encontram,
sem voz...
Como eu e tu
quando somos nós
a sós...

.
J. G. de Araújo Jorge (poeta brasileiro)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tadinho do Tigrinho


Essa foto do Boston Globe não é montagem, é verídica. Esse filhote de tigre foi encontrado - nesta mala com outros tigres de pelúcia - quando uma mulher tentava embarcar de Bangkok para o Irã, no dia 22 de agosto de 2010. Ela foi flagrada no raio X do aeroporto.

Definições definitivas...


Maridos e esposas não se entendem um com o outro porque são de sexos diferentes...

ERA UMA VEZ UMA ESCOLHA


Era uma vez uma jovem cheia de vida. Leve, feliz. Apreciava a liberdade. Pensava no dia de hoje. Era uma apaixonada. Por pessoas, lugares, momentos. Ela era a primavera, era o sol, era um pássaro. O tipo de pessoa que todos gostavam de ter por perto. Era agradável, e se importava verdadeiramente com os outros. Via-se muito pouca tristeza em seu olhar. Um dia encontraram-se, eram opostos. Apaixonaram-se. Os anos passaram, e as diferenças foram perdendo o encanto. Tanta segurança a sufocou. Aquele ar sério, antes charmoso, passou a irritá-la. Seu olhar, que antes era protetor, agora a condenava. Ainda o amava, mas o deixou porque sentia que a vida estava acontecendo longe dali. Ele, centrado, fez questão de esquecer as mágoas, de reconstruir sua vida da forma mais normal possível. E mais uma vez o tempo passou. E ela viu-se sozinha, porque perdida por vontade própria em seus sonhos, esqueceu de construir. Não tinha ninguém para compartilhar sua história, pois sua trajetória até agora fora feita de começos, e finais dispersos. Sentiu medo. E lembrou-se do amor que teve. Que teria até hoje se tivesse aprendido a voar, e voltar. Somente agora ela conseguia perceber que não vivera aqueles anos em uma gaiola, mas em um ninho. Mas era tarde, muito tarde. E sabe, amor inacabado, com final apenas pressuposto, dura muito tempo. Às vezes uma vida inteira. Aquela sua escolha de anos atrás, na época um grito de liberdade, passou a ser a culpada por todo o vazio que agora experimentava. A impossibilidade de ter novamente o amor daquele homem imperfeito e que tinha os pés tão no chão a paralisou. Ela já não existia mais. Ela era apenas uma lembrança do que havia sido naqueles anos. Uma lembrança, tão remota e esmaecida, quando posta ao lado do arrependimento que sentia. Era uma vez uma senhora no fim da vida. Que tinha sido feliz apenas uma vez. A liberdade agora era inútil. Pensava demais no passado. A paixão exauriu-se de sua alma. Ela era o outono, era o sol fraco de um dia frio, era um pássaro que não mais cantava, e voava somente ao redor de um lugar conhecido. Naquele dia, viu-se muito pouca tristeza em seu olhar. Viu-se apenas um bilhete “Eu sempre vou te amar.” Banhado em sangue.