Mostrando postagens com marcador Drummond. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Drummond. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PENETRAÇÃO DO POEMA DAS SETE FACES


(A Carlos Drumond de Andrade)

Ele entrou em mim sem cerimônias
Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu
Na primeira fala eu já falava como se fosse meu
O poema só existe quando pode ser do outro
Quando cabe na vida do outro
Sem serventia não há poesia não há poeta não há nada
Há apenas frases e desabafos pessoais
Me ouça, Carlos, choro toda vez que minha boca diz
A letra que eu sei que você escreveu com lágrimas
Te amo porque nunca nos vimos
E me impressiono com o estupendo conhecimento
Que temos um do outro
Carlos, me escuta
Você que dizem ter morrido
Me ressuscitou ontem à tarde
A mim a quem chamam viva
Meu coração volta a ser uma remington disposta
Aprendi outra vez com você
A ouvir o barulho das montanhas
A perceber o silêncio dos carros
Ontem decorei um poema seu
Em cinco minutos
Agora dorme, Carlos.

Elisa Lucinda

sábado, 15 de maio de 2010

Ano eleitoral...

O prazo para transferências e outras providências se foi. Agora é aguardar o registro das candidaturas, desempoeirar os títulos e estudar bem, com qual rolimã vamos descer a ladeira... Qual o Jet-ski que vai nos levar pra lá da rebentação ou com qual balão flutuaremos por sobre a ressaca. A escolha é sua, cuide bem dela.

PS: foto da página 449 do livro Fotobiografias (Mario de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond) da Ed. Alumbramento RJ, 2000