quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Encontro Poético


Para não perder de vista:

Tudo começou com Nydia Bonetti:

"caiu a árvore da tarde
e eu nem havia colhido 
os frutos do dia"



Isa Ferreira: mas por sorte não caiu junto. dá para colher ao luar

Nydia Bonetti: Toda hora tem seu fruto, Isa... Talvez amanhã eles estejam mais doces. :) bjs!

Edson Bueno de Camargo: os frutos do dia 
não havia colhido 
caiu a árvore da tarde

 E a sombra duma juntou-se ;à sombra d'outra, restando a luz da lua em céu de estrela pouca...

Edson Bueno de Camargo: Aqui em casa estamos para pitangas.
Isa Ferreira A Mãe Natureza sempre é generosa. Subir a uma árvore, colher o seu fruto e, ali sentada, saboreá-lo deve ser das coisas mais aprazíveis da vida

Nydia Bonetti Edson, haicaianoite:

desperta
a árvore da noite –
perfume doce

Nydia Bonetti Aldo:

estrela pouca:
apenas um instante
de nuvens muitas

Edson Bueno de Camargo a hora estrela 
logo manifesta
tardezinha


Nydia Bonetti por aqui, amoras
só não tive tempo
de colhê-las

Isa Ferreira aqui o figo deixou o doce na boca e em compota atravessou o Atlantico, provocando novas delicias

Nydia Bonetti figo maduro:
o nonno devorava
com casca e tudo

Isa Ferreira Figo moscatel, pingo de mel

Nydia Bonetti abelha caiu
na compota de figo -- 
pingo de mel
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Edson Bueno de Camargo ‎. 

por aqui pitangas
pintam de vermelho o céu 
bem-te-vis banqueteiam

Isa Ferreira lambuzou-se no néctar e nem repartiu.
Diz quem viu

Isa Ferreira aqui nao tem bem-te-vis mas tem beijamins

Nydia Bonetti os trocalivreiros
que não aparecem
por onde andam?

Edson Bueno de Camargo ‎. 

compota de figo
abelhas de além mar
céu de mel

Nydia Bonetti também não vi
a gang do MEMAI
por aqui

Isa Ferreira feriado só mesmo em Portugal :)

Nydia Bonetti ‎Ianê Mello e Beto Palaio: tragam um haicai / para o balaio. :)

Edson Bueno de Camargo ‎. 

pitangueiras em Mauá
amoras em Piracaia
já os figos se demoram
tem de navegar

Nydia Bonetti ‎Monica Martinez: agora é sua vez / de plantar um haicai

Isa Ferreira Na soleira da porta,
olha os figos que ficam
imagina pitangueiras de Mauá 
Que aqui não há.

Nydia Bonetti por aqui não dá figo / pitangas algumas/ amoras muitas

Alvaro Posselt ‎*
Chuva de primavera -
A goteira faz tic tac
no chão da varanda

Nydia Bonetti nenhum sinal chuva / no chão da varanda / só poeira

Nydia Bonetti primavera seca / passarinho mergulha / no mar de areia

Alvaro Posselt ‎*
Pó na garganta
Quem tossir primeiro
esse mal espanta

Isa Ferreira Sua "árvore da tarde" dando fruta, 
sem varanda / nem chuva / mar Atlantico cativante

Luiza Maciel Nogueira a fruta se esparrama pelo chão
os pássaros a devoram
seu sumo, suas sementes
o fruto se esgota
já nem minhocas alimenta
volta para a terra
depois de ouvir seu nome
no bico de um pássaro gentil

Nydia Bonetti toda hora tem seu fruto 
todo fruto tem seu gosto
e é doce o haicai

Isa Ferreira ‎... leva a palhinha para construir seu ninho

Nydia Bonetti chuva de haicai
faz levantar poeira—
goteira nos olhos

Nydia Bonetti um barco navega
num mar de palavras 
trazendo os frutos

da árvore que caiu
no fim da tarde

Nydia Bonetti ‎Dade Amorim, Lalo Arias, Janaina Amado, Nílson Galvão, Marcantonio , Assis Freitas, Sueli Maia, - AMIGOS TODOS convidados para o chá, na varanda da casa do luar de primavera, onde caiu a árvore da tarde.

Isa Ferreira numa viagem de (re)descobertas
de novas paisagens
sem hora marcada
à luz do o(a)caso

Luiza Maciel Nogueira gotejam sementes
renascem orvalhos
derretem pedras

Nydia Bonetti ‎Lilly Falcão, madinha de pinguim - traz um um haicai pra mim... :)

Luiza Maciel Nogueira fortalece o rio
sorriso embebido
tantos frutos

Nydia Bonetti floresce / a árvore de sorrisos / no meu quintal

Luiza Maciel Nogueira é gota dentro de gota
pedra dentro de pedra
são nós dentro de nós

Alvaro Posselt ‎*
Uma daqui, outra de lá
Com seus ruídos
as cigarras costuram a noite

Luiza Maciel Nogueira floresce cresce aparece
deixa o sol, a chuva, a terra lhe tocar
Bem ou mal a vida um dia vai te levar

Marcantonio Costa Um vaso, uma flor contra o ocaso urbano, 
perfume ascendente.

Nydia Bonetti versos e sorrisos / tecem na noite / um lindo bordado

Nydia Bonetti a flor no asfalto / contra o ocaso urbano : nem carece vaso

Isa Ferreira flor que nasce ao acaso / sem ser semeada / deixa paisagem perfumada

Nydia Bonetti ‎Thiago Cervan: plantador de flores / nos muros da cidade

Luiza Maciel Nogueira Flor de céu azul
casa de pássaros
seu vaso é o mundo

Nydia Bonetti um barco navega
num mar de palavras 
trazendo frutos

da árvore que caiu
no fim da tarde

Assis Freitas quantos frutos/caíram/não me furto

Nydia Bonetti frutos que caem - os dias / não me furto / me farto. :)

Marcantonio Costa No fim da tarde/ as palavras urdem/ flores vermelho-celeste.

Luiza Maciel Nogueira furto os sorrisos da árvore
frutos caem para a barriga
lambuzo os beiços

Marcantonio Costa Furto absorto/ o sumo do fruto/ a doçura me prende.

Nydia Bonetti vende-se: batom de amoras / colhido no pé

Nydia Bonetti sabor pitanga: lá em Mauá / do quintal do Edson Bueno de Camargo

Marcantonio Costa Preciso provar/ a cor intensa/ desse sabor.

Nydia Bonetti se preferir figo / não é comigo - é com Isa Ferreirade Barreiro . rs

Marcantonio Costa A amora/ não demora/ na cerca da boca.

Marcantonio Costa A minha flor sem perfume/ não trará ao jardim/ a última palavra.

Luiza Maciel Nogueira fiapos de manga
entre os dentes
bafo de maracujá

Nydia Bonetti outra amora / mais outra amora / demora um pouco / na cerca da boca

Nydia Bonetti uma flor é uma flor é uma flor / ainda que muda - flor
Luiza Maciel Nogueira a amora mora
na boca da senhora
beijo doce

Nydia Bonetti fiapo no dente / se "flor" maracujá / vou dormir contente

Nydia Bonetti a última palavra / só será dada / pela última flor

Nydia Bonetti ‎Sueli Maia: e tudo começa / com a árvore da tarde que desmaia...

Marcantonio Costa A flor do maracujá/ tão calma dorme/ fora do jardim.

Nydia Bonetti repente de haicai / cordel de tanka : farofa oriental deliciosa

Marcantonio Costa Entre flor e fruto/ o haicai diminuto/ parece não ter fim.

Luiza Maciel Nogueira e a flor maracatu
onde andará ela
tu e eu com tarantela

Nydia Bonetti tarantela com missô / água de côco com saquê - quem vai "querê"?

Marcantonio Costa De repente/ entra o haicai/ na roda dos repentes.

Luiza Maciel Nogueira orquestra sinuosa
flor, fruto, floresta
de repente: é festa

Nydia Bonetti bashô de repente / noutro continhente / bashô para sempre

Marcantonio Costa Haicai migrante, busca no jardim/ a flor da macaxeira.

Nydia Bonetti haicaju, haicôco, haicaqui - pero haicaibananas também por aqui

Luiza Maciel Nogueira contingente ao trema
a árvore de sorrisos
é flor de teorema?

Luiza Maciel Nogueira a macaca cheira
macaxeira

Marcantonio Costa Sorriso é girassol, que dança, à luz do humor.

Luiza Maciel Nogueira a metáfora aparece
diante de um sorriso
o mundo cresce

Nydia Bonetti giralua / giraestrela / giraesferazulfeliz

Luiza Maciel Nogueira roda gigante
dança em ciclo
e o mundo pariu!

Nydia Bonetti e quando amanhecer... girassol / giraflor / gira a roda da vida

Luiza Maciel Nogueira um beijo em cada
e um sorriso infinito
a noite me chama

Marcantonio Costa Giro feliz/ risco libertário/ sentido anti-horário.

Nydia Bonetti Bono no quintal quer comida / hora de cuidar do haicão / hora de cuidar da vida :))


Marcantonio Costa Hora de ir/ fica um rastro de haicais/ e sigo por ali.

Marcantonio Costa Ainda há tempo e espaço/ pra deixar algo de mim/ haicai de abraços.

Nydia Bonetti marcado pra amanhã / ao cair da árvore da tarde / outro chá com haicais, sorrisos e bobagens - se houver fôlego

Nydia Bonetti tanka de abraços - que é mais demorado / fica combinado. :)


Beto Palaio A palavra pecou / Ao comer da maçã / Do conhecimento

Beto Palaio Cheguei tarde na festa / Me disse o sanfoneiro / Alibabá da Conceição

Nydia Bonetti a palavra não peca / a palavra é sapeca / e adora maçãs :)

Nydia Bonetti até o sanfoneiro já foi embora / tem festança amanhã / na mesma hora
Bottom of Form



Os bons ví sempre passar


No mundo graves tormentos;


E para mais me espantar,


Os maus ví sempre nadar


Em mar de contentamentos.




Cuidando alcançar assim


O bem tão mal ordenado,


Fui mau, mas fui castigado...


Assim que, só pera mim,


Anda o mundo concertado.


Luís Vaz de Camões, Lisboa, c.1524-1580

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Invenção de Orfeu

 .
Canto III

XIII

Uma janela aberta
e um simples rosto hirto,
e que provavelmente
nela se debruçou;
e nesse gesto puro
do rosto na janela
estava todo o poema
que ninguém escutou;
só a janela aberta
e o espaço dentro dela
.que o tempo atravessou.

  Jorge de Lima . . .


Imagem: uma das dezenas de colagens que o poeta produziu em sua fase surrealista e que publicou, juntamente com outras 51, no livro “A pintura em pânico”.
i

Preparação para o Eric

Sem vontade de escrever... mas com muitas músicas em mente!
Eric Clapton e Sheryl Crow - Little Wing

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CIDADES

CIDADES

Caminho na cidade de rostos vazios
Dos beirais gotejam palavras sem sentido
Cruzo avenidas de silêncios e gentes
Sem rumos nem destinos anunciados
Os céus escondem-se em farrapos de poluição
Há muito que as árvores secaram seivas
E todos os pássaros voaram para azuis distantes
Edifícios vazios arranham as alturas cinzentas
E já nenhum poeta constrói sonhos
Já ninguém constrói absolutamente nada
Ninguém mais habita a casa da palavra

domingo, 2 de outubro de 2011

ÁGUAS

As águas que correm no céu na limpidez da noite, não adquirem encruzilhadas de perpétuas indecisões. Nem os olhos alcançam a imensidão.
Apenas charcos de vidas são visíveis, na aproximação redentora de dois pedaços de universo titubeando amores.
E nenhuma explosão destruirá os granitos de que são feitos.
Apenas no aconchego de distancias menores, vão encontrar aquilo que sempre procuraram.
Paz e ventos de feição, alumiando as candeias de tamanho amor.

Miguel de Unamuno




Há muitos, muitíssimos leitores que não gostam de que se os faça pensar, e que querem que se lhes diga o que já sabem, o que já pensaram.


*****


Nós só vivemos contradições e para as contradições; a vida é tragédia e luta perpétua e sem esperança de vitória; ela é contradição.


Miguel de Unamuno nasceu em Bilbao, na Espanha, era poeta e ensaíta. (1864-1936)

Um Conto Chinês: simplicidade e carisma são os trunfos de comédia

Dois estranhos tentam conviver com a diferença de costumes e idiomas em longa argentino.

Existe uma graciosidade nas produções argentinas dos últimos anos. A competência dos realizadores mantém o bom nível de suas histórias, quase sempre centradas em dramas bem elaborados que desenvolvem competências que fogem ao costumeiro do cinema americano. Foi assim com o premiado “O Segredo dos Seus Olhos”, de Juan José Campanella, e “Dois Irmãos”, de Daniel Burman, sem falar nos já clássicos “O Filho da Noiva”, também de Campanella, e “Plata Quemada”, de Marcelo Piñero, entre outros. Este “Um Conto Chinês” mantém a qualidade deste mercado e mostra que histórias parcialmente absurdas podem fazer rir de uma forma bem mais peculiar.
Protagonizado por Ricardo Darín, atualmente o ator de maior referência da Argentina no mercado internacional, a trama é praticamente uma comédia de costumes ao mostrar a relação entre um argentino antipático e um chinês perdido em Buenos Aires que se cruzam por mero acaso. Roberto (Darín) leva uma vida automática e solitária, até que Jun (Ignacio Huang) aparece para desestabilizar (ou seria estabilizar?) a sua vida. Com problemas de comunicação devido aos idiomas completamente distintos, os dois passam a conviver de forma estranha e nem sempre pacata, esperando o momento em que alguém salvará o chinês naquela terra de desconhecidos.
Aparentemente sem família em Buenos Aires, Jun passa a “trabalhar” com Roberto em sua loja de ferragens, ao mesmo tempo em que eles dividem o mesmo teto sem ao menos se gostarem. Entretanto, é durante essa convivência que o público passa a enxergar o quão parecidos são os dois personagens, mesmo que eles não se compreendam verbalmente, apenas por gestos, expressões ou histórias de vida.
Nesse meio tempo, Roberto nos parece extremamente inacessível, como se o acolhimento do chinês fosse apenas um favor temporário. Esperamos que eles se apeguem, mas isso nunca fica tão claro. O clímax que nos faz compreender o quão o destino pode ser irônico para as pessoas é bem mais significativo do que qualquer clichê no terceiro ato costumeiramente usado pelas comédias americanas. Darín e Huang formam uma dupla deliciosa de se ver em cena, cada um com grandes atributos que dão a uma trama simples um bom êxito.
Darín, que aqui empresta um pouco de seu caráter cômico, ainda que exerça todo o seu potencial dramático, desempenha com grande êxito toda a profundidade de seu personagem, sofrido pelas mazelas do passado e que “aprendeu” a ficar sozinho. Roberto não dá abertura nem a um possível novo romance em sua vida, ao mesmo tempo que transmite sua dificuldade em aceitar no que se transformou. A rotina do protagonista fala muito sobre como sua vida virou mero acaso, apenas aceitando que um dia é seguido do outro e por aí vai. Mas ao conhecer Jun, ele passa a se importar, mesmo que nem sempre demonstre, com aquele rapaz jovem e que tanto o lembra: perdido, sozinho e claramente de bom coração.
Dirigido e roteirizado pelo pouco conhecido Sebastián Borensztein, que tem experiências com séries de TV e acumula alguns filmes pouco conhecidos por aqui, o longa mostra que o conceito de “histórias absurdas” é relativo. A trama foi baseada em uma história real, contada rapidamente nos minutos iniciais da película, e é cercada de boas tiradas e gags bem desenvolvidas pelo elenco. Não há o exagero da comicidade, jamais se aproximando do humor pastelão e sempre reiterando o caráter dramático daquela situação. Borensztein sabe como explorar seus personagens e, por mais que não se destaque tanto em relação ao seu desempenho técnico no cargo de diretor, dá ao filme grande simpatia e que pode chegar a emocionar em seu terceiro ato.
“Um Conto Chinês” é uma comédia dramática que nos traz mais uma relação curiosa e bem realizada em cena. Ainda que não marque de uma forma visual e não acrescente grande estilo à filmografia argentina, o longa é forte por sua história sensível e de empatia certa, além da sempre agradável presença de Darín nas telonas. Recomendado para quem cansou de besteirol ou das mesmas piadas de sempre contadas pelos mesmos ângulos.

_ Diego Benevides é editor chefe, crítico e colunista do CCR. Jornalista graduado pela Universidade de Fortaleza (Unifor), atualmente é pós-graduando em Assessoria de Comunicação, pesquisador em Audiovisual e professor universitário na linha de Artes Visuais e Cinema. Desde 2006 integra a equipe do portal, onde aprendeu a gostar de tudo um pouco. A desgostar também.

sábado, 1 de outubro de 2011

DIZ-ME

Sonho-te em cada mulher que vejo passar
Enlouqueço e meus olhos se afundam em mares
Quando tu não estás
Diz-me que é mentira, diz-me que existes
Para que eu possa lembrar-me de mim
E de todo o amor que fizemos de madrugada
Diz-me palavras que não morram
Uma palavra, apenas uma só
Para que possa pôr poemas no teu rosto.

PALAVRAS

Derrama palavras boqueabertas na esteira dos dias, e crescem árvores nessa seiva inesgotável.
Madeiras crepitam no calor estaladiço de cada verbo por realizar.
Na saliva agridoce de uma boca em amor perpétuo.
Um mundo de coxas se estende com raiva, sempre que o dia rasga a noite.
E ainda assim, os olhos não desmentem tamanha poesia,velejando nos ventos solares.
E ainda assim, rouba horas como quem rouba vontades alheias.
Aponta-me o duro bico dos seios e murmura ternurentas queixas de querer mais.

É uma pulga na balança...!?



Aviso aos navegantes

Como alguns de vocês já devem saber, o www.tardesdemais.com.br foi invadido por Hacker. Não foi nada direto, foi por tabela. Na verdade invadiram o Blogutils e um gadget meu, que era de lá, acabou linkando a invasão com o meu blog e usando-o para espalhar códigos ditos maliciosos. Nada que um bom antivirus não resolva. Mas que foi chato foi. Fiquei uma semana fora do ar, perdi credibilidade e amigos. Espero recuperar logo. Agora, posso garantir, que após as providências necessárias e corretas, tudo voltou ao normal. Portanto é preciso agradecer publicamente a pessoa que doou seu tempo para que isso fosse possível: Galeno Garbe, obrigado.